terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Viver com consciência

“Ao superar os obstáculos impostos pela vida, não só ampliamos os nossos horizontes e nos tornamos mais gabaritados, como também diluímos os nossos bloqueios e resolvemos os nossos próprios conflitos.
Por meio das situações externas, superamos as dificuldades internas, e, consequentemente, desenvolvemos habilidades para lidar com as qualidades inerentes ao ser. A consciência está mergulhada no seu próprio universo inconsciente. A realidade exterior promove a transferência dos conteúdos do inconsciente para o domínio consciente.
Pode-se dizer que o mundo a nossa volta é fiel representante das condições internas. Os episódios agradáveis equivalem a manifestação dos nossos potenciais. Já as ocorrências desagradáveis referem-se aos conflitos interiores.
As coisas existem ou são percebidas ao nosso redor por serem compatíveis com nossos conteúdos. Somente acusamos a presença de algo, se houver algum fator em comum. Caso contrário, não passa de mero registro, sem despertar qualquer impulso de interação, ou seja, passará desapercebido.
A própria regularidade com que identificamos certos eventos é baseada na predisposição para percebermos determinados episódios. Geralmente, quando estamos vivenciando uma experiência, deparamos com muitos casos semelhantes. Ao contrairmos uma doença, por exemplo, serão logo observados muitos outros casos. Uma grávida passa a reparar a existência de muitas outras mulheres grávidas, ao passo que, antes de engravidar, não atentava para esse fato.
À medida que se vivencia um processo, a percepção e a identificação de casos semelhantes aumentam. Já, quando não existe a mesma referência, o caso passa desapercebido.
Portanto, o que identificamos ao nosso redor ou o que nos chama a atenção nas pessoas tem relação direta com nossos próprios processos. Certas condutas dos outros que nos afetam, causando irritação ou indignação, representam algo mal resolvido interiormente. Projetamos para fora aquilo que nos incomoda por dentro. Pode-se dizer que o foco da maioria dos problemas identificado nos outros está em nós mesmos, caso contrário, a experiência alheia não causaria tanto desconforto.
 Realizamos fora aquilo que cultivamos interiormente. A maneira como nos dirigimos aos outros, equivale à forma como nos tratamos. Antes de qualquer ação no ambiente, criamos um modelo em nós. Só damos o que temos. Por esse motivo, se a nossa vida requerer alguma mudança, primeiro precisamos reformular algo em nosso interior, pois nele repousa a causa dos infortúnios, bem como a chance de sermos bem-sucedidos.
Não basta simplesmente intervir nos acontecimentos, pois isso tornaria a nossa atuação exaustiva. Para obter um bom desempenho no ambiente é necessário, antes de tomar qualquer medida, elaborar interiormente o que vamos fazer e adotar atitudes favoráveis aos resultados almejados. Essa reorganização interior garantirá maior aproveitamento nos afazeres.
A nossa condição interna é determinante sobre as questões externas. Uma condição de vida, porém, reforça o padrão compatível àquela situação, isso intensifica ainda mais tais episódios. É uma espécie de ciclo vicioso, no qual, por se sentir de um jeito, tudo se torna daquele jeito, consequentemente por nos encontrarmos diante de tais situações, isso intensifica os sentimentos compatíveis aos fatos. Esse sincronismo entre as situações externas e os padrões internos somente será alterado quando conseguirmos mudar as crenças e implantar um novo comportamento.
Assim sendo, antes de agir para mudar as condições de vida e superar uma fase difícil, é necessário promover algumas reformulações internas. Antes de sair em busca de algum emprego, por exemplo, procure sentir-se parte integrante da sociedade e merecedor de uma boa oportunidade profissional. Para ser feliz no amor é importante, antes de tudo, elevar a estima e sentir-se uma boa pessoa na vida de alguém; acreditar que você merece ser feliz afetivamente.
Portanto, quem tem algo bom é porque se sente merecedor do que usufrui e integrado com as situações agradáveis. Já aquele que não tem bons frutos é porque não foi capaz de assumir o que almeja nem se sente digno de ter uma melhor condição de vida. Por se colocar distante do que é bom, a própria pessoa impede as oportunidades de conquista e, consequentemente, não goza dos privilégios de ser bem-sucedida.
Portanto, as pessoas perspicazes, que buscam se trabalhar interiormente, reformulando as crenças, revendo os padrões, ao mesmo tempo em que atuam na realidade exterior, adquirem os meios para alcançar os seus objetivos. Elas tem melhor desempenho nas suas atuações. Por outro lado, aqueles que se dedicam a agir com foco nas situações exteriores, buscando os meios para sanar os obstáculos impostos pela vida, também conseguem promover as reformulações interiores necessárias para obter melhor qualidade de vida.
Assim sendo, a busca pela consciência ou a dedicação pela reformulação interior não são as únicas formas de aprimoramento ou mudança de atitude. As próprias experiências de vida proporcionam os recursos necessários para as devidas reformulações interiores. Dedicar-se às conquistas materiais reforça as crenças positivas, tais como: “eu mereço, sou bom o bastante, etc.”, que são necessárias para conquistar melhores recursos existenciais.
Pode-se dizer que só não progride quem não se trabalha, nem atua na realidade. Aqueles que forem passivos às condições de vida, mesmo elas não sendo agradáveis, nada fazem para alterar o curso de sua existência, tampouco buscam os meios para reformular suas crenças. Acabam sendo absorvidos pela situação ruim, e suas posturas tendem a piorar ainda mais o que não está nada bom. Isso se estende até o ponto em que a vida se torna insuportável. Quando a pessoa estiver num estado existencial deplorável, “fundo do poço”, por força das circunstâncias, ela reage, acionando os processos de transformação interior, bem como da sua vida.
Vale ressaltar que a reformulação interior é um significativo passo para atrair oportunidades, mas não substitui a atuação na vida material. Para ser bem-sucedido é primordial ter crenças favoráveis ao sucesso, que atraem as oportunidades e propiciam as chances de atuação. A situação boa, porém, é consolidada também pela nossa interação com o ambiente; afinal, estamos no mundo material, e nele, para se ter algo, faz-se necessário pelo menos um gesto nesse sentido.”
Li este texto e logo pensei: “Ele está ótimo, completo!” É exatamente a complementação do “Transgredir”, pois é através do viver e do refletir que chegamos a uma modificação dos nossos comportamentos.
Reflitam!
Até mês que vem!
Psic. Nalú!



Transgredindo a Transgressão


A palavra Transgredir é um verbo transitivo direto que tem como significado o “ir além de”, “atravessar”, “deixar de respeitar”, “deixar de cumprir”. Seu significado sempre foi visto como negativo, entretanto podemos dar-lhe uma nova forma, pois transgredir não precisa ser apenas  um infringir regras e leis, mas uma modificação de comportamentos sem necessariamente desrespeitar, pode ser um pensar, falar, agir, carregado de compromissos. Então, transgredir não necessariamente precisa ser negativo, pelo contrário, através  dele, pode-se chegar a novas conquistas, novas formas de vida, novos valores e tudo isso, sem esquecer da responsabilidade, do compromisso e da integridade de cada um de nós!
Nada melhor do que transgredir a si mesmo! Fazer diferente, romper pré-conceitos, alterar comportamentos, enfim, experimentar aquilo que lhe parecia tão distante.
Com certeza devemos sempre procurar o limite das coisas, não precisamos transgredir com desrespeito e/ou irresponsabilidade. Não se pode confundir o ousar com o viver sem limites.
Podemos sim fazer coisas antes impensadas sem prejudicar o outro e a nós mesmos.
Hoje, transgredi tudo que pude, em nenhum momento distanciei-me de meus valores e princípios.
Consegui fechar pela segunda vez meu consultório por mais dez dias, dois meses seguidos! Isso era inimaginável!
Fui viajar para fora do Estado e rever uma praia e familiares que não via há vinte anos! Isso é o melhor!
Tomei muito banho de mar, atravessei a costa a pé, por água, entre caminhadas e mergulhos. Peguei peixe e camarão direto dos pescadores, fiz caminhadas, trilhas, explorei lugares antes nunca vistos!
Pulei carnaval à beira mar! Há mais de vinte anos que não pulo carnaval! Música ao vivo, muita gente, muita alegria!Bloco de rua gente!
 Coquetel à beira mar, milho cozido, banhos, enfim, tudo diferente!
Consegui até mesmo uma camiseta do meu time favorito com o nome da praia!
Pois é! Transgredi tudo! Fiz muita coisa que no meu dia-a-dia fica pra depois!
Mas dentro disso tudo o que mais me deixa satisfeita foi ver que consegui transgredir sem violentar meus princípios de respeitabilidade ao outro e a mim.
Não precisei ultrapassar regras, invadir espaços alheios, ou até mesmo avançar os limites entre o prazer e o abuso.
Sim, foi prazeroso fazer e transgredir a mim mesma! Foi maravilhoso ver e sentir que se pode fazer tudo o que se quer! Que se consegue viver livre e prazerosamente sem correr o risco de ferir alguém, machucar sentimentos e esquecer-se de si!
Transgridam, mas com consciência, não controle, mas com a certeza de que se pode fugir da rotina monótona para vivenciar algo mais intenso, mais dinâmico e criativo, e o melhor, aprender que é possível isso tudo mesmo no nosso dia-a-dia.
Pisic. Nalú Vieira Alves


Folia noite e dia!


Geralmente no mês de fevereiro estamos vivenciando um evento conhecido como Carnaval. Momento este em que muitos curtem desfiles, festas em clubes ou participarem de blocos carnavalescos. Mas de onde vem esta festa? O que significa a palavra Carnaval? Quando surgiu?
Bem, fui atrás destes questionamentos e vejam o que descobri!
O Carnaval vem de uma manifestação popular anterior a era cristã, tendo iniciado na Itália com o nome de SATURNÁLIAS, festa em homenagem a Saturno. As divindades da mitologia Greco-romana, BACO E MOMO, dividiam as honras nos festejos que aconteciam nos meses de novembro e dezembro. Durante as comemorações, em Roma, acontecia uma aparente quebra de hierarquia da sociedade, já que escravos, filósofos e tributos se misturavam em praça pública.
No início da era cristã começaram a surgir os primeiros os primeiros sinais de censura aos festejos mundanos na medida em que a Igreja Católica se solidificava. Querendo impor uma política de austeridade, a Igreja determinava que esses festejos só deveriam ser realizados antes da QUARESMA.
Os italianos então adotaram a apalavra CARNEVALE “abstenção da carne”, sugerindo que se poderia fazer CARNAVAL, ou o que passasse pelas suas cabeças, antes da QUARESMA, numa espécie de abuso da carne, do carnal.
 A festa chegou a Portugal nos séculos XV e XVI recebendo o nome de ENTRUDO. O evento tinha uma característica essencialmente gastronômica e era marcado por um divertimento, entremeado com alguma violência. Foi esse ENTRUDO violento que aportou no BRASIL.
Atualmente o carnaval é festejado no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarentas dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa. Temos no Rio de Janeiro um grande espetáculo de beleza através do desfile das Escolas de Samba. O carnaval no Brasil acabou tornando-se uma forte atração turística. Na Bahia é comemorado também na quinta-feira da terceira semana da Quaresma, o que chamam de Micareta, que deu origem a várias outras festas conhecidas como “carnaval fora de época”
 Então esta festa que a maioria das pessoas curte e vivencia, tem uma história não muito leve ou bonita! Mas isso não significa que devemos dar continuidade a este tipo de energia que a história do carnaval nos traz! Podemos fazer destes dias momentos alegres, felizes, divertidos, onde podemos dançar, brincar, nos divertir sem necessariamente perdermos os nossos limites, nossos valores e princípios.
Não é necessário que o carnaval seja um instrumento de liberalidade total, de sentimentos e vivencias mundanas! Podemos vivenciá-lo como liberdade, mas uma liberdade consciente e não uma necessidade de soltura totalmente sem limites. Um momento de diversão, um momento para parar com a correria de um ano todo e poder descontrair!
Vamos buscar isso em cada Carnaval em nossas vidas! Divertir-se sem desrespeitar o outro, sem esquecer dos limites, e principalmente sem esquecer de si mesmo!
Que todos nós tenhamos sempre, um ótimo período de carnaval!